Bienal do Livro Bahia 2026 se consolida como evento vital para autores independentes
O evento contou com mais de 100 mil pessoas em seus sete dias, sendo a 3° maior do país em público.
A Bienal do Livro Bahia 2026 reuniu escritores independentes para divulgarem sua arte. O espaço foi uma oportunidade única para os autores por ser uma grande vitrine para possíveis novos leitores e permitir um contato presencial entre público e criador.
O evento bateu seu recorde, atingindo 130 mil pessoas, de acordo com dados revelados pela organização, mais do que a edição de 2024, que reuniu por volta de 100 mil. Os números consolidam a Bienal do Livro Bahia 2026 como a 3° maior do país e a maior do Nordeste no quesito, de acordo com O Globo. Seu pico foi no sábado (18), dia que contou com a autora de Bridgerton, a estadunidense Júlia Quinn, no qual os ingressos esgotaram. A autora falou sobre o futuro da obra e seus novos projetos durante conversa na Arena Farol.
Foto: Maria Fernanda Carvalho
Alguns escritores comemoraram a venda durante a Bienal. A escritora e jornalista Roberta Gurriti teve seu livro, “Entrevistando Você”, esgotado no estande da editora Qualis. A história, que se passa na Bahia, aborda uma jornalista que precisa entrevistar um candidato ao Oscar de melhor ator. Paulo Bayer, autor do livro "Crônicas de Cinzas", também foi um dos beneficiados no evento. O enredo fala sobre Daniel, um garoto que mora no reino totalitário de Rubira. Após o sumiço do pai, ele embarca numa aventura com sua irmã para buscar respostas sobre o seu passado.
Enquanto alguns escritores já tinham projetos lançados, outros trouxeram novidades para o evento, como Anderson Shon e Daniel Cesart, que fazem mais uma parceria lançando seu segundo quadrinho como dupla. “A última luta Malê” acompanha estudantes da UFBA em suas investigações sobre Pacífico Licutan, figura famosa da Revolta. A obra aborda memória, reparação histórica, valorização dos heróis negros pela liberdade e foi uma das mais vendidas da Editora Malê durante os sete dias de Bienal.
Foto: Maria Fernanda Carvalho
A Bienal 2026 foi o ponto de começo para escritores novos e consolidados na indústria. Além disso, foi o momento de falar de adaptações para o cinema, como “Quinze Dias”, de Vitor Martins, e “O Gênio do Crime”, livro de João Carlos Marinho. Os sete dias de evento reuniram milhares de pessoas e consolidaram a Bienal do Livro Bahia como um dos principais eventos do calendário baiano.
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